Alunos do curso de História Oral, e o Professor Renato Lacerda, no encerramento do primeiro módulo do curso, que foi oferecido pela Prefeitura Municipal de Ipatinga em 2009.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Encerramento do primeiro módulo do curso de História Oral
Alunos do curso de História Oral, e o Professor Renato Lacerda, no encerramento do primeiro módulo do curso, que foi oferecido pela Prefeitura Municipal de Ipatinga em 2009.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
ENTREVISTA COM O SENHOR BAIXINHO DO BANANAL
FRAGMENTO DA ENTREVISTA FEITA PELA EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE CULTURA (MICHELLE MORAIS, TIAGO DIAS, SANDRA BERNADETH E ANGÉLICA CAMPIDELI), COM O SENHOR BAIXINHO DO BANANAL, CONTRA-MESTRE DA FOLIA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO.
"Música de folia.
SR. BAIXINHO - Satisfeito, (risos). cantei lá, eu e o zé anselmo, mais uns; uns, dois lá.Nós cantamo. As professora levou nós. Nós ganhomo até o primeiro lugar lá, porque ela é muito bonita, gente. Fulia do Divino, além dela ser bonita, ela é muito triste, né. Mas tem que ter o mestre, se num tiver o mestre...eu aqui tô fazendo parte de mestre, né. É a parte de contra-mestre que eu mostrei ocês ai. Eu num cantei um verso. canta numa voz, e depois... mas é aduetado.
Eu, quando o mestre puxava, eu duetava para ele. A hora que ele ia terminando o verso eu entrava com o mesmo verso, é arrepitido. Eu entrava com o mesmo verso, só que eu entrava na miha voz e ele aduetava para mim. Aí o trem ficava bonito demais! Muita gente pegava a bandeira e saia ajuelhado, chorando, né? chorando. Coisa muito linda. E muito coisa... mas infelizmente os mestres da gente morreram. Morreram todos. Ficô eu. (que) tô fazendo a parte de (de) mestre e contra-mestre.
DEC - E o senhor vê uma possibilidade de tá passando esta tradição?
SR. BAIXINHO - há...(confuso) tem lugar... eu ja tenho ido em diversas festas ai, e não tenho visto ninguém com a fulia. Vejo com banda de marujo, banda caboco (pausa) de flecha, caboco de porrete. Essas coisa, isso ai qeu eu vejo, mas fulia (pausa) não senhora! Fulia do divino qué essa que eu (terminei) cantando aqui. Que tá gravado ai, né (sussuros). Essa eu não tenho visto não. (...)"
"Música de folia.
SR. BAIXINHO - Satisfeito, (risos). cantei lá, eu e o zé anselmo, mais uns; uns, dois lá.Nós cantamo. As professora levou nós. Nós ganhomo até o primeiro lugar lá, porque ela é muito bonita, gente. Fulia do Divino, além dela ser bonita, ela é muito triste, né. Mas tem que ter o mestre, se num tiver o mestre...eu aqui tô fazendo parte de mestre, né. É a parte de contra-mestre que eu mostrei ocês ai. Eu num cantei um verso. canta numa voz, e depois... mas é aduetado.
Eu, quando o mestre puxava, eu duetava para ele. A hora que ele ia terminando o verso eu entrava com o mesmo verso, é arrepitido. Eu entrava com o mesmo verso, só que eu entrava na miha voz e ele aduetava para mim. Aí o trem ficava bonito demais! Muita gente pegava a bandeira e saia ajuelhado, chorando, né? chorando. Coisa muito linda. E muito coisa... mas infelizmente os mestres da gente morreram. Morreram todos. Ficô eu. (que) tô fazendo a parte de (de) mestre e contra-mestre.
DEC - E o senhor vê uma possibilidade de tá passando esta tradição?
SR. BAIXINHO - há...(confuso) tem lugar... eu ja tenho ido em diversas festas ai, e não tenho visto ninguém com a fulia. Vejo com banda de marujo, banda caboco (pausa) de flecha, caboco de porrete. Essas coisa, isso ai qeu eu vejo, mas fulia (pausa) não senhora! Fulia do divino qué essa que eu (terminei) cantando aqui. Que tá gravado ai, né (sussuros). Essa eu não tenho visto não. (...)"
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